Consultoria em Liderança e Sustentabilidade

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VEJA A CRISE COMO UMA OPORTUNIDADE: COMO IDENTIFICAR NOVOS TALENTOS E CRIAR NOVAS OPORTUNIDADES DE TRABALHO EM TEMPOS DE CRISE

Fábio Rocha

Especialista em Carreira, Consultor em Sustentabilidade, Professor, Coach e Diretor-Executivo da Damicos Consultoria em Liderança e Sustentabilidade

fabio@damicos.com.br

 

Não temos dúvida de que a “Crise” é o assunto mais comentado do momento, seja na grande mídia, no mundo empresarial, na academia e/ou nos bate papos informais.

Uma crise é uma mudança brusca ou uma alteração importante no desenvolvimento de qualquer evento/acontecimento. Essas alterações podem ser físicas ou simbólicas. Crise também é uma situação complicada ou de escassez.

Este conceito de crise já nos sinaliza que nem tudo está perdido.

Primeiro, estamos falando de algo temporário, portanto, precisamos continuar as nossas vidas neste período, inclusive intensificando e diferenciando as nossas atitudes positivas, seja, em relação a nossa vida pessoal ou profissional.

Segunda, como diz o próprio conceito se é uma mudança brusca, temos um novo cenário, pior, ou melhor, que o cenário anterior, mas, é um cenário, ou seja, um contexto que precisa ser conhecido, analisado e que demandam novas estratégias, atitudes, decisões, escolhas e/ou ações.

Portanto, mesmo em uma crise, sempre existem oportunidades, o mercado está mais seleto, existem menos vagas no mercado de trabalho, são mais raras as oportunidades de promoções, mas, as oportunidades existem.

O que podemos fazer em um cenário de crise? Trabalhar mais, produzir mais, se movimentar mais?

Aqui está o égide da questão, se existem menos oportunidades, a nossa atitude deve ser diferenciada.

É hora, por exemplo, de colocarmos o máximo de nossos talentos em prática ou até desenvolvermos novos talentos ou novas competências.

Precisamos levar nossa performance ou desempenho ao máximo, não podemos dar espaço para a crise.

Entendendo, talento como a capacidade de aprender com relativa facilidade um assunto, de fazer bem feito um trabalho e, acima de tudo, sentir prazer em fazer o que faz, está mais do que na hora cada um de nós colocarmos isto em prática.

No campo das competências, sempre vale a penas investir em adquirir novos conhecimentos e habilidades (Ex: cursos de extensão e pós-graduações), mas, o que realmente faz diferença são as atitudes, Seja mais proativo, busque soluções inovadoras, tenha mais foco, seja mais determinado.

Outro elemento importante circule mais, vá a eventos do seu segmento, escreva artigos sobre a sua área de atuação, use seu facebook com foco profissional, participe de associações profissionais.

E não use a falta de recurso financeiro como desculpa. Existem cursos on-line de altíssima qualidade gratuitos, o custo de inscrição em algumas associações profissionais não chegam a R$ 150,00 por ano, existem eventos gratuitos sempre e não custa nada participar do Linked In (rede social com foco mais profissional).

É na hora da crise que podem surgir grandes insights para melhoria de processos, novos produtos, novos serviços, novos negócios.

E é também nesta crise, que também podem surgir oportunidades de trabalho que não surgiriam em uma época de bonança. Você sabia que as empresas estão contratando gestores e/ou profissionais para altos cargos com salários bem reduzidos em relação aos padrões de mercado? Esta pode ser a hora de você conseguir aquele cargo que tanto almejava e que só seria possível em um estágio mais avançado de sua carreira.

Você poderia estar perguntando, mas, vou aceitar ganhar este salário reduzido? Sim, primeiro porque estará dando um up-grade na sua carreira e segundo este salário reduzido pode ser maior que seu salário atual.

E não se esqueça, com crise ou sem crise, invista no seu autoconhecimento, na gestão do seu “eu”, quem não se conhece ou é capaz de liderar a si mesmo terá sempre muito mais dificuldade de lidar com novos cenários de mercado.

Faça testes de identificação de perfil comportamental, defina metas pessoas e profissionais, a pior miopia é não conhecermos o nosso próprio potencial.

Claro que preferimos sempre o cenário de bonança, mas, que sabe a crise não servirá para que se torne um profissional mais competitivo, que descubra e/ou desenvolva novas competências e após a crise, estará muito mais fortalecido para aproveitar as oportunidades de mercado ou na sua organização.